O poder do copywriting: aprenda a convencer com palavras

Você já comprou alguma coisa depois de ver um anúncio na internet? Apostamos que sim! Em um mundo totalmente conectado, somos constantemente abordados por mensagens persuasivas que tentam vender e anunciar algum produto, serviço ou até uma ideia. Por trás de cada palavra e frase, existe um processo de produção textual chamado copywriting. Quer entender melhor como funciona essa técnica? Continue lendo!

MAS AFINAL, O QUE É COPYWRITING?

Copywriting é um processo de produção de textos persuasivos que busca influenciar as pessoas a tomarem alguma ação, seja comprar um produto, assinar uma newsletter ou qualquer outra ação de marketing e vendas. 

Esse tipo de escrita persuasiva pode ser encontrado em muitos lugares: emails, sites, anúncios, posts em redes sociais,  landing pages, pop-ups, eBooks ou artigos de blog como este aqui! Além disso, a técnica pode ser usada em todos os estágios do funil, desde a preparação para a venda, até no relacionamento com o público que já é cliente – para estimular novas compras.

O profissional que produz textos persuasivos é o copywriter e os textos são as copies (copy, no singular). A ideia é simples: a copy precisa convencer o leitor a acreditar na proposta oferecida e mostrar que aquela ideia ou produto merece um clique. 

Como fazer copywriting?

Como dito acima, o foco principal de uma copy é o consumidor. Mas cada empresa lida com públicos-alvo específicos, que têm anseios específicos e problemas específicos. Antes de fazer copywriting, você precisa ter clareza dos seus objetivos e entender como vai abordar cada produto/serviço. Afinal, o leitor precisa entender por que deve escolher você e não a concorrência. 

Exemplo de copy na página inicial do Trello. (Imagem: reprodução)

Fale sobre benefícios

Um erro comum na hora de vender é se concentrar apenas na descrição dos produtos, ao invés de focar no que as pessoas realmente querem. As pessoas não querem produtos, elas querem o que os produtos podem fazer por elas, ou seja, os benefícios! Você precisa entender como seu produto ou serviço resolve a dor do cliente e apresentar benefícios claros. As características do seu produtos são apenas atributos do que você está vendendo, mas não representam nada para o seu possível cliente. 

As pessoas não querem a furadeira, elas querem o buraco na parede. Ou, indo mais além, elas querem o quadro pendurado na parede. Deu pra entender? Antes de mais nada, você precisa vender os resultados!

Conheça bem seu público-alvo

Já dizia a frase popular: “quem fala com todo mundo não fala com ninguém”. No copywriting é a mesma coisa! Você só vai convencer seu público a realizar uma ação se você o conhecer com profundidade, saber do que ele precisa e fazer uma comunicação personalizada para ele. Fazer um texto genérico achando que vai atingir todo mundo é um erro muito comum. 

O ideal é criar uma persona, ou seja, uma personificação do seu público-alvo, e fazer a comunicação como se falasse diretamente com ela. É importante saber em qual etapa da jornada de compras sua persona está e criar conteúdos que façam sentido e gerem valor para ela e atendam seus desejos.

Utilize fórmulas de copywriting

É claro que não existe receita de bolo para um texto perfeito, mas, no copywriting, existem fórmulas consagradas que ainda dão certo e são muito utilizadas para construir uma narrativa. As mais conhecidas são os modelos AIDA e PAS. 

AIDA = Atenção, Interesse, Desejo, Ação

Esse modelo, criado em 1899, busca tirar o usuário da zona de conforto através de algum gancho (atenção). Em seguida, depois que ele entrou no funil de vendas, a copy tenta despertar o interesse, principalmente comunicando os benefícios do produto/serviço. Depois que o usuário conhece o produto, criamos o desejo. Por fim, com o usuário já convencido da compra, você deixa clara a ação que ele deve fazer: clicar em algum link, mandar mensagem, etc.

PAS = Problema, Agitação, Solução

Neste modelo, a copy consiste em apresentar um problema para o usuário, algo que às vezes ele nem sabia que enfrentava. Em seguida, mostramos como a vida será ruim se aquele problema persistir (agitação). No fim, trazemos a solução para aliviar aquele problema, que é – obviamente – o seu produto. 

Existem modelos variados que, inclusive, podem ser utilizados juntos. Cabe a você analisar qual dá mais certo conforme seu público e o assunto que está abordando.

Utilize gatilhos mentais

O comportamento humano é guiado por alguns princípios psicológicos que nos levam a agir de forma rápida, automática e quase inconsciente. Esses princípios são ativados por gatilhos mentais que podem ser explorados no copywriting – sempre de maneira estratégica e sem exageros. 

Alguns dos gatilhos mais utilizados são: 

  • Escassez: é acionado quando podemos perder algo, como o ingresso de um show ou aquela roupa que está quase sem estoque. O cérebro reage de forma emocional para não lidar com esse medo, conhecido como FOMO (Fear of Missing Out).  
  • Urgência: parecido com a escassez, mas tem mais relação com tempo. Você precisa aproveitar aquela oportunidade rápido porque o tempo é limitado.
Empresas de hospedagem como o Booking utilizam bastante o gatilho de urgência e escassez.
  • Reciprocidade: esse princípio sugere que as pessoas retribuem uma ação positiva com outra ação positiva. Portanto, se alguma empresa/pessoa te educou sobre algum tema, te ajudou com conteúdos, te ofereceu algo de graça, você deseja fazer algo de volta. Isso é uma base do Inbound marketing.
  • Prova social: esse gatilho mostra como o ser humano é influenciável Quando você vê que outra pessoa comprou algo e gostou, você se sente mais seguro para também realizar aquela compra. Esse gatilho é muito visto nos depoimentos e avaliações nos sites de compras, por exemplo. 
  • Autoridade: também é um tipo de prova social, mas, dessa vez, vindo de alguém visto como autoridade. Pode ser algum famoso que está usando aquele produto ou um especialista que está mostrando que aquele produto realmente funciona.
  • Novidade: gatilho muito acionado em épocas de lançamentos de produtos. Por que as filas são tão grandes nos lançamentos de celular da Apple, por exemplo? O produto vai continuar a ser vendido, não vai acabar, mas as pessoas sentem que precisam comprar primeiro.

Conte histórias

O ser humano gosta de histórias. Elas são fáceis de entender, podem emocionar ou entreter, e, com certeza, marcam mais do que um texto chato. Uma boa história é sempre memorável. Por meio do storytelling você pode deixar suas copies mais interessantes e gerar mais identificação com suas personas. 

As histórias ajudam a construir credibilidade e aumentar a confiança. Não venda logo de primeira. Conte uma história, conquiste o público e depois venda.

Utilize bons CTAs

Depois que sua persona já entendeu que precisa do seu produto, falta apenas um “empurrãozinho” para ela fazer alguma ação.  É aí que entra o CTA, o chamado para ação (call to action): são frases ou botões que guiam o leitor e o  incentivam a fazer a ação desejada. 

O CTA deve trazer clara a oferta, apresentar frases curtas e explicar o próximo passo para o usuário. Exemplos: “assine agora”, “clique no link abaixo”, “clique para garantir sua oferta”.

Exemplo de CTA em e-commerce.

DICAS PARA FAZER UM BOM COPYWRITING

Utilize verbos de ação

Nos CTAs (call to action), uma ótima estratégia é usar sempre verbos de ação. Afinal, você está solicitando uma ação do usuário.  Observe esses exemplos:

  1. Baixe grátis
  2. Download gratuito

Qual é o CTA mais adequado? A primeira opção! Ela é mais direta e simples e condiciona o leitor a tomar uma ação. Sem o verbo de ação, o poder de convencimento fica bem menor. 

Use “você” quando possível

Outro erro comum das copies é a impessoalidade. Quando você escreve mantendo uma distância do leitor, você tem grandes chances de não prender a atenção desse leitor. 

E uma forma muito simples de tornar a comunicação mais pessoal é usar o pronome “você” (e os outros pronomes da 2ª pessoa como “seu” e sua”). Existe uma pessoa lendo sua mensagem do outro lado da tela, portanto converse diretamente com ela! Dessa forma, ela sente que está sendo compreendida e que aquela solução é realmente para ela.

Seja direto

Sem textão! Dê preferência para um texto direto e objetivo, com linguagem fácil de entender. Lembre-se: as pessoas absorvem mais facilmente as ideias simples do que as mensagens complexas. Fale sobre assuntos concretos e situações tangíveis. 

Você precisa saber captar a atenção das pessoas de forma rápida, por isso não precisa escrever muitas linhas. Use palavras simples, frases curtas e estruturas lógicas. Aqui o poder de síntese é muito importante! Você também pode facilitar a leitura destacando trechos importantes com negrito ou fazendo listas com bullet points.

Revise seu texto

A última etapa do processo de copywriting é também uma etapa essencial. Depois de terminar a escrita, tire uns minutos para revisar seu texto. Ou peça para outra pessoa revisá-lo. Observe se há erros de gramática e ortografia, se está coeso, se há palavras repetidas, etc. Um texto bem escrito traz mais credibilidade para sua empresa. 

COMO ESTÁ SEU COPYWRITING?

O coypwriting é um processo de escrita fundamental para convencer o público. Em diversos formatos e mídias, o jeito de escrever um conteúdo faz diferença na reação das pessoas e nas escolhas que elas podem tomar. A comunicação da sua empresa está ruim? Não consegue se relacionar com seus clientes ou conseguir mais pessoas interessadas no seu produto? Pode ser um “simples” problema de copywriting. Quer ajuda para melhorar seu processo? Fale com uma agência de marketing especializada como a Cryah! Quero falar com um especialista.

Se você leu até aqui, notou o que fizemos nesse final, né?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *